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Agetran avalia pedido de reajuste da tarifa de transporte público

Concessionária justifica que valor da passagem, congelado há 30 meses, necessita de reajuste

Flávio Brito
Capital News

 

Eliel Oliveira/Foto cedida

Dourados terá tarifa de ônibus reajustada em duas vezes

Tarifa de ônibus em Dourados espera por reajuste há 30 meses

A Agetran (Agência Municipal de Trânsito e Transporte) avalia pedido realizado pela Viação Dourados, empresa que explora o serviço de transporte público no município, para reajuste do valor da tarifa cobrada dos passageiros. A empresa concessionária alega que a tarifa está “congelada” há 30 meses. Foi encaminhada pela empresa à Agência a proposta de reajuste do valor atual de R$ 3 para R$ 3,66. 

 

De acordo com a assessoria de imprensa, a solicitação foi feita em agosto e debatida em audiência pública realizada em dezembro  do ano passado, e a viabilidade da revisão da tarifa é analisada pela equipe técnica da agência.

 

Conforme o diretor-presidente da Agetran de Dourados, Carlos Fábio Selhorst dos Santos, a solicitação da empresa foi embasada no aumento dos custos para manutenção do serviço neste período sem reajustes. Ele explica que o pedido tem legalidade, conforme o contrato de concessão n° 096/DL/PMD firmado em licitação junto a Viação Dourados, em 2015.

 

A direção da empresa detalhou, com base em levantamentos, que nos últimos 30 meses houve aumento de 22% nos custos variáveis, como combustíveis, lubrificantes, peças, rodagem, etc., e de 11% nos custos fixos, compostos por salários dos funcionários, despesas administrativas, depreciação, entre outros.

 

Além destes pontos, o cálculo de um novo valor para a tarifa feito pela empresa leva em conta o número de “passageiros pagantes transportados e os quilômetros rodados das linhas de ônibus”.

Os dados apresentados pela Viação Dourados estão sendo analisados pela equipe técnica da Agetran. O diretor da Agência explica que a definição de um novo valor acontecerá por força de contrato de concessão de exploração do transporte público e dentro de uma análise criteriosa aos dados apontados. 

 

“A solicitação está prevista em contrato e a empresa já havia proposto no ano passado, porém, a administração municipal conseguiu um maior tempo para essa ação, tendo em vista um delicado momento financeiro no geral. No entanto, o desequilíbrio financeiro precisa ser corrigido e os esforços se concentram para que a correção do valor seja a mais justa possível”, destacou Carlos Fábio.

 

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