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Cresce número de familiares que cuidam de idosos no país

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Quantidade de idosos cresce no Brasil, e necessidade de cuidados amplia-se a cada dia

Divulgação

ColunaBem-Estar

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais brasileiros tiveram de cuidar de seus idosos em 2019, grupo considerado hoje o mais vulnerável à Covid-19. O total de familiares que cuidou de indivíduos de 60 anos ou mais saltou de 3,7 milhões em 2016 para 5,1 milhões em 2019. O levantamento ainda destacou que a quantidade de pessoas cuidando de crianças de até 5 anos caiu 1,5%.

Dados como estes podem revelar um novo comportamento da sociedade: as famílias estão tendo menos filhos, estão tendo filhos mais tarde ou possuem maior acesso à creche e a escolinhas. Além disso, obviamente, também sinaliza o envelhecimento da população.

As informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD-C 2019) também mostram que as maiores proporções de familiares que cuidam de idosos estão nas regiões Nordeste e Norte. No Rio Grande do Norte, por exemplo, 15,2% das famílias cuidam de seus idosos, seguido por Maranhão (12,3%), Ceará (11,9%), Paraíba (11,7%), Piauí (11,3%) e Bahia (11,3%).

Na região Norte, Tocantins (11,5%) e Amazonas (11,4%) dominam o ranking. Outros destaques no Sudeste e Sul são o Rio de Janeiro (12,3%) e o Rio Grande do Sul (10,7%), que concentram as maiores proporções de idosos na população nacional

Segundo o estudo, entre os serviços mais necessários para auxiliar idosos estão: monitorar ou fazer companhia dentro do domicílio (83,4%), auxiliar nos cuidados pessoais (74,1%) e transportar ou acompanhar para exames, consultas, parques, praças, atividades sociais, culturais, esportivas ou religiosas (61,1%).

Envelhecimento da população nacional
A mudança demográfica brasileira é um reflexo das transformações sociais e econômicas ocorridas ao longo do século XX. O período, marcado por um rápido processo de urbanização e industrialização, provocou a discussão e a transformação do papel social da mulher na sociedade brasileira – especialmente, em relação à autonomia no uso do corpo, bem como ganhos sociais e econômicos.

Tais mudanças produziram importantes impactos na dinâmica populacional do Brasil, como o visível declínio da fecundidade e o envelhecimento populacional. Este processo de rápido envelhecimento dos brasileiros é uma característica encontrada em diversos outros países em desenvolvimento.

Essa nova realidade também provoca mudanças de consumo e serviços mais voltados para pessoas acima dos 60 anos, como aumento de empréstimo consignado, seguro saúde, ampliação de oportunidades para cuidadores profissionais, agências de viagens, ampliação de atendimento prioritário, transporte especializado, casa de repouso e outros.

 

 

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