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Covid-19: 10 recomendações da Unesco para o ensino a distância

Por Débora Ramos

Da coluna Educação e Carreira
Artigo de responsabilidade do autor

Com o afastamento social, devido ao novo coronavírus, muitos alunos estão tendo suas aulas pela modalidade à distância

Divulgação

ColunaEducaçãoECarreira

Em todo o mundo, diversas escolas estão fechando suas portas e dispensando seus alunos como medida para ajudar a conter o número de contaminações pela Covid-19. A alternativa para que as aulas não sejam paralisadas completamente, prejudicando vários alunos e atrasando o calendário escolar, foi transferir as atividades para o ambiente online, em um modelo de ensino a distância.

Entretanto, não são todas as instituições que estão preparadas para aplicar as aulas nessa modalidade, que, além de tudo, acaba por excluir uma grande parcela de alunos que não têm acesso à internet ou conta com notebooks ou celulares em casa. Para tentar minimizar as complicações geradas por esse cenário, a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) divulgou dez recomendações acerca de como realizar o ensino a distância adequadamente.

1.    Examine a disponibilidade e escolha as ferramentas mais adequadas
Defina as tecnologias que serão utilizadas de acordo com a capacidade de energia elétrica e acesso à internet do local, assim como a capacidade de alunos e professores. A demanda pode variar, sendo necessário usar plataformas de ensino especializadas no ambiente digital, utilização de videoaulas e até mesmo transmissão por rádio ou televisão.

2.    Assegure-se de que o programa seja inclusivo
Devem ser implementadas medidas para garantir que os estudantes, incluindo aqueles com deficiência ou de baixa renda, tenham acesso ao ensino a distância. Considere levar os aparelhos dos laboratórios de informática para as casas dos alunos e ajudá-los com a conectividade à internet.

3.    Leve em conta a proteção e a segurança de dados
Avalie a segurança dos dados ao fazer upload de arquivos ou projetos educacionais na internet, assim como ao compartilhá-los com outras organizações ou indivíduos. Verifique se o uso de aplicativos e plataformas não viola a privacidade de dados dos alunos.

4.    Solucione os problemas psicossociais antes das questões educacionais
Mobilize as ferramentas para conectar escolas, pais, professores e alunos entre si. Crie comunidades para garantir interações humanas regulares, facilite medidas de assistência social e leve em conta possíveis desafios psicossociais que os alunos podem enfrentar durante o isolamento.

5.    Crie um cronograma de ensino
Converse com as partes interessadas para examinar a duração do fechamento da escola e decidir se o programa de ensino a distância deve se concentrar em novos conhecimentos ou aprimorar o conhecimento dos alunos sobre as lições anteriores. Planeje o cronograma considerando a situação das zonas afetadas, o nível de estudos, as necessidades dos alunos e a disponibilidade dos pais. Escolha as metodologias de aprendizado apropriadas, com base nas exigências de quarentena, evitando encontros e atividades presenciais.

6.    Prestar apoio a professores e pais no uso de ferramentas digitais
Organize sessões de treinamento ou orientação para professores e pais, se houver necessidade. Ajude os professores a preparar as configurações básicas, como soluções para o uso de dados da internet, no caso de aulas por videoconferência.

7.    Mescle diferentes abordagens e limite o número de aplicativos e plataformas
Combine ferramentas ou mídias disponíveis para a maioria dos alunos. Evite sobrecarregar alunos e pais, solicitando que eles baixem e testem muitos aplicativos ou plataformas.

8.    Desenvolva regras e monitore o processo de aprendizagem dos alunos
Defina as regras com pais e alunos sobre ensino a distância. Crie perguntas, testes ou exercícios para monitorar de perto o processo de aprendizado dos alunos. Tente usar ferramentas para dar suporte ao envio dos comentários dos alunos e evitar sobrecarregar os pais, solicitando que eles digitalizem e enviem os comentários dos alunos.

9.    Defina a duração das unidades de acordo com a capacidade dos alunos
Mantenha um tempo de aula coerente de acordo com o nível de habilidades dos alunos, especialmente para as aulas por videoconferência. De preferência, cada unidade não deve ter mais de 20 minutos para alunos do ensino fundamental e, no máximo, 40 minutos para os alunos do ensino médio.

10.    Crie comunidades e aprimore a conexão
Crie comunidades de professores, pais e diretores de escolas para abordar o sentimento de solidão ou desamparo, facilitar o compartilhamento de experiências e a discussão sobre estratégias de enfrentamento em relação a dificuldades de aprendizado.

Após a pandemia, a probabilidade é de que as modalidades de ensino a distância e semipresencial se tornem ainda mais comuns. Para quem se pergunta o que é semipresencial, a modalidade prevê que parte das aulas seja ministrada em formato digital e a outra parte presencialmente. Nesse caso, as atividades presenciais podem ser, tanto aulas de fato, quanto a realização de provas ou a apresentação de trabalhos.

 

 

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