A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) vai realizar seu primeiro curso de pós-graduação na área de Artes Cênicas: Especialização em Teatro – Poéticas e Educação. Ao todo, serão disponibilizadas 23 vagas para este semestre.
As inscrições se encerram amanhã (31), e as avaliações começam no dia 6 de agosto. O curso é gratuito e tem início já no dia 22 de agosto. As aulas acontecerão às sextas-feiras à noite e aos sábados de manhã e à tarde, na Faculdade de Comunicação, Artes e Letras (FACALE) e no Núcleo de Artes Cênicas, ambos localizados na Unidade 2.
Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve preencher a ficha de inscrição, disponível em http://www.ufgd.edu.br/posgraduacao/, e entregá-la junto com a documentação exigida na secretaria da FACALE, das 15h às 20h, pessoalmente, mediante procuração ou via SEDEX. A secretaria fica localizada na rodovia Dourados – Itahum, km 12, CEP 79804-970 - Dourados-MS.
Os documentos exigidos para inscrição, a bibliografia básica para realização da prova, e todos os detalhes que regem o processo seletivo encontram-se em edital, que deve ser atentamente lido pelo candidato e pode ser acessado em: http://goo.gl/HtRhME
(http://editais.ufgd.edu.br/download/Edital_13_2014_Especialização_Teatro.pdf).
Aula inaugural
A abertura do curso será no dia 22 de agosto, com a aula inaugural ministrada pelo professor doutor André Carreira da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). Carreira é um dos importantes pesquisadores em Artes Cênicas no Brasil, já presidiu a Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas (ABRACE).
A carreira como ator começou em 1979, em Brasília. Posteriormente, se mudou para Buenos Aires (1985) onde estudou direção teatral na Escuela Municipal de Arte Dramático e obteve o título de Doutor em Teatro pela Universidad de Buenos Aires (1994) com a tese "Teatro de Rua na Argentina e no Brasil democráticos dos anos 80: uma paixão no asfalto". Em Buenos Aires fundou e dirigiu a Compañia Teatral Escena Subterránea, cujo trabalho explora as instalações do metrô como espaço cênico. Desde 1995 vive em Florianópolis onde dirige o Grupo (E)xperiência Subterrânea.
Como diretor explora a noção de risco no trabalho do ator, e seus espetáculos têm buscado dialogar com zonas fronteiriças, tanto no aspecto temático como performático. Como pesquisador estuda o fenômeno teatral nos sistemas culturais periféricos, como práticas de resistência.

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