O prefeito Murilo Zauith esteve reunido na manhã desta segunda-feira com o superintendente do Hospital Evangélico de Dourados, Eliezer Branquinho, e conselheiros da instituição. A unidade, em crise financeira, acumula dívidas de R$ 40 milhões e pode fechar as portas para o atendimento no Sistema Único de Saúde - SUS.
Em sua rede social, o prefeito disse que "é preciso que haja uma união de forças por entender que a cidade não pode abrir mão do Hospital Evangélico, principalmente pelo que já fez e pela história que tem em todo o Conesul do Estado".
Como forma de tentar resolver a crise no hospital, o prefeito propôs a realização de duas audiência. A primeira no Ministério Público Estadual (MPE) e, na sequência, com o governador André Puccinelli.
O Evangélico é um hospital privado que atende particular, convênios com planos de saúde e ainda, presta serviço ao SUS, na área de oncologia, cardiologia e nefrologia para Dourados e região. Até setembro a unidade administra o Hospital da Vida (HV), mas como o contrato está se encerrando, a administração municipal passará a administrar o HV.
Crise
Segundo informações da Assessoria, a Comissão de Mobilização e Apoio ao Hospital Evangélico, formada por funcionários, o HE recebe cerca de R$ 5,5 milhões para atender o SUS, porém tem despesas de R$ 6,6 milhões, um déficit de R$ 1,1 milhão.
Em entrevista à imprensa semana passada, para explicar sobre a crise financeira do hospital, o farmacêutico Demétrius Pareja, funcionário da unidade, disse que, se em 60 dias o Estado e o Município não revisarem o valor dos repasses, o hospital poderá suspender a prestação de serviços públicos.

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