A via Perimetral Norte – entre a Avenida Guiaicurus e a Rodovia MS 156 – está liberada segundo a assessoria de imprensa da Polícia Rodoviária Federal confirmou hoje ao Capital News. Desde domingo indígenas bloqueavam o trecho na região entre Dourados e Itaporã em protesto ao atropelamento de uma senhora indígena de 42 anos. A senhora não resistiu e morreu ontem após paradas cardíacas.
Nesta segunda, o Governador André Puccinelli havia determinado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública que solicitasse à Funai o desbloqueio do trecho.
Para o presidente do Conselho Indígena, caiuá Silvano da Silva Duarte, em entrevista ao Dourados Agora, o grupo cobra agilidade na obra dos redutores de velocidade nas quatro entradas da Aldeia Bororó, Reserva Indígena de Dourados. "Eles falam em estudos, não queremos saber, não adianta vir aqui e falar isso, nós temos pressa e não temos problema algum em ficar aqui o ano todo, afinal isso aqui é nosso, moramos ao lado. Eles sabiam que essa obra ia cortar território indígena, agora estamos morrendo atropelados, queremos providências urgentemente. Prometeram e nada até agora", disse Silvano.
Parte da Perimetral, que inicia no entroncamento da BR-163 e termina na BR-463, passa por dentro das aldeias Bororó e Jaguapiru onde não há redutor de velocidade. A via, com cerca tem 20 km de extensão, foi construída para aliviar o tráfego de veículos pesados do centro de Dourados. Conforme apurou o Dourados Agora, a Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), responsável pela rodovia informou que será preciso fazer um estudo sobre a necessidade de redutores no local, fazer um projeto e executar obras.

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