O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, esteve em Dourados na manhã desta sexta-feira (12) para, ao lado do governador sul-mato-grossense, Reinaldo Azambuja, mostrar a um grupo de embaixadores de países da Liga Árabe o funcionamento do Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Apesar da importância, o motivo da visita ficou em segundo plano com o momento político vivido pelo país. Segundo Rebelo, porém, o pior momento da presidente da República, Dilma Rousseff (PT) já passou.
Na avaliação do ministro, a crise política criada no fim de 2015 com a aceitação do processo de impeachment contra a presidente acabou e boa parte de parlamentares e autoridades políticas entendem que o país precisa de união. “Creio que esta agenda desestabilizadora já ficou no passado. As forças vivas do país, tanto situação, quanto oposição, vão cumprir seu papel, mas pensando que o Brasil precisa passar pelos ajustes que estamos passando”, analisou.
Ao lado do tucano Azambuja, Rebelo afirmou que o PSDB, principal partido de oposição na esfera federal, deve seguir com o seu papel de opositor do governo, mas sem a mesma volúpia de alguns meses atrás. “Já vi declarações que o próprio PSDB vai continuar fazendo oposição, mas de forma coesa, reconhecendo que nesse momento as ações são de interesse nacional, principalmente para ajustes na economia”.
A declaração está relacionada com a afirmação do novo líder da minoria na Câmara dos Deputados, o deputado federal, Miguel Haddad (PSDB-SP). Em entrevista a Agência Estado na quinta, o parlamentar afirmou que vai defender o apoio da oposição a algumas das reformas estruturantes propostas pelo governo, como a da Previdência Social, desde que o PT deixe claro que também apoiará as mudanças.
Sobre a presidente, que cancelou agenda em Dourados em dezembro, Rebelo afirmou que essa visita deve acontecer. “A Dilma virá a Dourados em breve. Existe uma visita já programada para que ela conheça o Sisfron”. Na ocasião, Dilma Rousseff cancelou a passagem por Dourados para participar da posse de novos ministros. Nelson Barbosa, deixou o Ministério do Planejamento e foi para a Fazenda, em substituição a Joaquim Levy. Para seu lugar, assumiu Valdir Simão.


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